Prólogo

 

“De repente, às três da manhã do dia 23 de novembro de 1988, sem qualquer aviso, fui arremessado no ar para, em seguida, cair no chão, completamente fora de controle. Meu corpo parou no chão de um lugar que parecia ser a cela de um presídio. As paredes eram feitas de pedra bruta, e havia uma porta aparentemente formada por grossas barras de metal. Eu estava completamente nu, o que intensifi cava a vulnerabilidade de um prisioneiro. Aquilo não era um sonho; eu estava mesmo naquele lugar estranho. Absolutamente acordado e consciente, não tinha idéia do que havia acontecido, de como tinha sido transportado até ali e do motivo de estar naquela cela. A primeira coisa que notei foi a alta temperatura do lugar. Era quente, muito além de qualquer possibilidade de sobrevivência humana. Aquele calor tão rigoroso tinha a propriedade de consumir todas as minhas forças. Eu ainda não havia me dado conta do que estava acontecendo, mas acabara de ser lançado no inferno”.

BILL WIESE